
A proposta de multiplots temáticos é criar um panorama amplo sobre um determinado assunto. Em sua empreitada, o filme conta histórias clichês e outras com questões um pouco mais complexas.
Entre as tramas convencionais pode-se usar de exemplo o caso de Diego (Alessandro Preziosi, de O Primeiro que Disse), um garanhão que percebe que precisa mudar seu estilo de vida depois de ser recusado por sua vizinha Chiara (Paola Cortellesi). Já nas história com temas mais profundos, há espaço para discutir diversidade sexual e adultério.
O que a princípio parece um descompasso é que todos esses enredos são contados de forma simples e até inocente. Os diálogos e as piadas são primários e a câmera não faz movimentos ousados.

Esse aparente desequilíbrio entre forma e conteúdo pode ser considerado algo positivo.
Com isso, pessoas que não estão habituadas a esses temas serão expostas a questões que, de outra maneira, provavelmente não fariam parte de suas conversas.
Portanto, o filme dificilmente passará despercebido por quem assisti-lo. Os cinéfilos mais exigentes podem até torcer o nariz diante à simplicidade de Guerra dos Sexos, mas a produção fomentará discussões praticamente inéditas em espectadores mais ligados às convenções estéticas e narrativas.

Guerra dos Sexos (Maschi contro femmine)
Direção: Fausto Brizzi
Roteiro: Fausto Brizzi, Massimiliano Bruno, Valeria Di Napoli, Marco Martani
Elenco: Paola Cortellesi, Fabio De Luigi, Lucia Ocone, Francesco Pannofino, Alessandro Preziosi, Paolo Ruffini, Carla Signoris, Nicolas Vaporidis, Giorgia Wurth, Claudio Bisio, Nancy Brilli, Giuseppe Cederna
Duração: 113 minutos
País: Itália
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