sábado, 14 de abril de 2012

Que me perdoem as burras, mas inteligência é fundamental

Ela é capaz de levantar uma Kombi com as coxas bombásticas e possui seios tão melônicos que parecem estar sempre na eminência de esguichar silicone pelos mamilos.Ela faz biquinho de pato e passa horas tirando fotos em frente ao espelho, espelho dela, pra depois compartilhá-las no Facebook pra pessoas avaliarem. Ela nunca leu nada além de dietas, dicas para conquistar uma barriga sequinha em uma semana e tabelas nutricionais de alimentos funcionais. Na verdade ela só conhece o nome de um livro, O Pequeno Príncipe, memorizado com muito custo para evitar silêncio total nas perguntas dificílimas do concurso Miss Umbiguinho Brasil. Ela provavelmente sofreu uma inundação de botox no cérebro e hoje, burramente acha que todos os homens do mundo só precisam de um corpo perfeito pra alcançar a felicidade suprema, mas se esquece que bunda não conversa, que peitos não fazem companhia, que as coxas não têm ouvidos e que a estética sozinha, não sustenta a vontade de estar ao lado de alguém apenas esperando o sol nascer mesmo quando ele insiste em demorar.


Mas essas obras de arte rebolantes precisam de muito mais do que duas bandas e um orifício proibido para construir e perpetuar algo chamado relacionamento – pelo menos para os homens que encaram esse tipo de laço como parceria de evolução contínua e uma oportunidade de aprendizado mútuo, em vez de encará-lo apenas como uma maneira rápida e prática de saciar o apetite sexual.


Os homens amam peitos e bundas, mas a estética sozinha não sustenta nem uma conversa de boteco que se estenda por mais de uma hora. Não é novidade que os homens são seres de extremo apelo sexual e potencialmente cegos pelo tesão, mas isso não significa que gostam de passar horas e horas fingindo interesse e sorrindo diante do papo broxante das mulheres fúteis e ocas, apenas para no fim da noite enfim calá-las com um boquete mordaça que deveria durar anos de silêncio. Nem a acéfala cabeça roxa de seu pau merece passar uma noite toda escutando os nomes de todos os tons de esmalte existentes na galáxia, ouvindo as fantásticas minúcias da dieta dos pontos.




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